quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

PEDÁGIOS : UMA MINA DE OURO NO ASFALTO.


"ACHACAÇÃO CONSENTIDA"
- OS PEDÁGIOS ARRECADAM MILHÕES DO BOLSO DOS CONTRÍBUINTES TODOS OS MESES EM NOSSAS ESTRADAS. 
ENQUANTO QUE: estradas importantíssimas como a RS - 421 (lajeado/forquetinha RS) e BR - 386, os problemas se arrastam a anos sem uma solução adequada, alimentando "discursos demagógicos" dos políticos, principal-mente dos regionais.
AGRAVANTE: BR - 386 atual-mente (em determinados trechos) esta INTRAFEGÁVEL, devido as más condições do pavimento asfáltico, causado pelo TRÁFEGO DE CAMINHÕES COM EXCESSO DE PESO, sem uma fiscalização adequada, uma das estradas mais movimentada do estado SEM ACOSTAMENTO ? onde esta a prometida SEGURANÇA aos motoristas, pedrestes, ciclistas, animais da fauna silvestre, (ausência de GALERIAS DE PASSAGENS nos corredores ecológicos) ... ! ?   

histórico: Matéria para conhecimento.
Jornal A Hora do Vale → Edição 523 - 24 de novembro de 2010 → Editoria: Geral
Devido ao atraso nas liberações, construtoras terão tempo hábil neste ano apenas para cortar a vegetação e realizar a terraplenagem no trecho permitido
Há quatro meses, um re­presentante do governo federal assinou o docu­mento para iniciar a duplicação da BR-386, com isso o Instituto Brasileiro do Meio Am­biente (Ibama) liberou as constru­toras para efetivarem a obra. O primeiro trecho a ser modificado será a partir do pedágio de Fazen­da Vilanova em direção a Tabaí, no quilômetro 370 da rodovia.
O início das obras ficou emper­rado no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e o órgão teve de criar uma Comissão Ambiental que fará um estudo da mata que costeia a BR-386 e supervisionará a vegetação durante a obra.



Conforme a assessoria de im­prensa do Dnit, a demora na criação de uma comissão ocorreu porque estavam sendo avaliadas três universidades federais – Rio  Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná - para fazerem parte da comissão.
A duplicação da BR-386 foi or­çada, inicialmente, em R$ 147 mi­lhões. Deste valor R$ 40 milhões viriam este ano, mas como falta pouco mais de um mês para ele terminar o valor diminuiu para menos R$ 10 milhões.
As quatro empresas prestadoras do serviço – Conpasul, Cotrel, Ic­cila e Momento Engenharia - são as interessadas na liberação buro­crática, visto que há custos de es­trutura por trabalhos adiantados, como a topografia.
O construtor Nilto Scapin diz que o Ibama determinou que o traba­lho seja feito, após a criação da co­missão. Ele projeta a conclusão das obras até o fim de 2012, mesmo que o prazo seja de três anos.
A BR-386 tem 454,9 quilômetros. As obras terão uma extensão de 34 quilômetros, e a previsão de conclusão será modificada.
Alegando problemas logísticos decorrentes das más condições da RS-421, empresa Sadia ameaça suspender entrega de ração e transporte de animais, prejudicando 150 produtores
Na sexta-feira, dia 19, in­tegrantes da Sadia pro­tocolaram na prefeitura um ofício, ameaçando suspender o transporte e aloja­mento de aves e ração em Sério, Forquetinha e Canudos do Vale de­vido à má condição da estrada.
Cerca de 150 produtores seriam prejudicados com a suspensão dos serviços. O produtor Orlando Hepp, 55 anos, teme prejuízos. Ele tem cerca de mil suínos na engor­da. “Se suspender a entrega de ra­ção ou não alojar mais animais, o prejuízo em 110 dias chega a R$ 20 mil”, calcula.
Hepp lamenta a omissão da ad­ministração em busca do asfalto. “A estrada está um caos. Até a prefeitura suspendeu o transpor­te de dejetos pela grande quan­tidade de buracos. Se continuar assim, até o leiteiro deixará de carregar o leite”, diz.

“Não podemos travar uma guerra”
De acordo com o prefeito Waldemar Richter, a amea­ça por parte da empresa torna a solução mais emergencial. “Isto seria o fim para esses produtores, visto que muitos financiaram até R$ 180 mil e podem perder tudo, inclusive imóveis”, alerta.
Richter alega que a obra é responsabilidade do estado e em dois anos foram re­alizadas três audiências no gabinete da governadora para agilizar o processo.

Ele lembra que em ou­tubro, durante 2ª Marcha Gaúcha – Os Municípios pelo Rio Grande, organi­zada pela Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Fa­murs), o diretor de Infraes­trutura Rodoviária do Daer, Cezar Garcia, prometeu o início das obras para dez dias.
Passado um mês nada foi feito. “Anunciamos e nada ocorreu. Assim perdemos a credibilidade em decor­rência de uma responsa­bilidade que não é nossa”, desabafa.
Sobre as reclamações dos moradores de Vila Stork, ele diz que a administração se reuniu com lideranças, e que a decisão tomada é de não patrolar aquele trecho. “Nos reuniremos novamen­te e proporemos a união de todos para reivindicarmos a obra na sede do Daer, em Porto Alegre”, diz.
Richter diz que o “plano b” será entrar judicialmente contra o governo estadual, mas que isso depende de mais análises. “Não po­demos travar uma guerra, mas precisamos de uma solução. Hoje, são as in­tegradoras que param, amanhã será o transporte público e as ambulâncias”, observa.

Promessas perduram 12 anos
Em 1998, quando o governa­dor Antônio Britto autorizava os trabalhos de asfaltamento na estrada, a realização pare­cia estar próxima.
Porém, com a perda das elei­ções, as obras foram abando­nadas. Passados 12 anos, moto­ristas e agricultores continuam queixando-se das condições da estrada e da poeira que ator­menta quem mora ao longo do trajeto de sete quilômetros.
Há cinco meses, quando o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) autorizou o início das obras no trajeto que liga a cidade a Canudos do Vale e Sério, os mo­radores começaram a luta para que os trabalhos fossem reto­mados, conforme a promessa renovada pela governadora Yeda Crusius.
Cansados da situação um gru­po de moradores da Vila Storck, recentemente, bloqueou a via para sensibilizar as autoridades.
Mesmo sem êxito, a comu­nidade promete mobilizações constantes até conseguir a pavimentação. Bruno Mattes disse que não permitirão que a rodovia seja patrolada. “Quere­mos asfalto. Buscaremos apoio de empresários e da adminis­tração para conseguir nosso objetivo”, diz.
Mattes diz que os moradores fizeram um abaixo-assinado com 104 assinaturas para mo­bilizar as autoridades. “Se for preciso vamos a Porto Alegre protestar pelo início das obras”, apoia a cabeleireira Vânia Both. Ela frisou que a intenção não é prejudicar ninguém, apenas terminar com o problema.

População deve organizar protesto
Hoje, às 8h, haverá uma reunião na Prefeitu­ra de Forquetinha entre os prefeitos de Canudos do Vale, Sério, Boquei­rão do Leão, Lajeado,  avicultores e moradores.
No encontro, devem ser discutidas as provi­dências para evitar pre­juízos tanto aos produto­res quanto à população.
Uma das ideias deba­tidas é a organização de um protesto na sede do Daer, em Porto Alegre, para pressionar a assi­natura do contrato.

Contrato será assinado até sexta-feira
Questionado sobre o atraso das obras, o diretor Cezar Garcia diz que havia falta de verbas, mas que a mesma foi liberada pela Secretaria Estadual da Fazenda. Agora só falta assinar o contrato para início das obras. “Isso ocorre entre hoje e sexta-feira”, garante.
As obras deverão iniciar nos primeiros dias de dezembro. O prazo de conclusão está estipulado entre seis meses e um ano. “O serviço de terraplenagem foi executado e o que falta agora é a pavimentação”, finaliza. O custo da obra está avaliado em R$ 3,3 milhões num trajeto de sete quilômetros.
 * a responsabilidade pelo conteúdo da matéria é do autor.

Eduino de Mattos

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

PEDÁGIOS : UMA MINA DE OURO NO ASFALTO.


 AUMENTO DE TAXAS DE PEDÁGIOS EXATAMENTE NAS PRAÇAS DE CIRCULAÇÃO DAS FAMÍLIAS EM FÉRIAS ?
"ACHACAÇÃO" CONSENTIDA. 
ONDE ESTA O POVO AGUERRIDO E BRAVO DO RIO GRANDE DO SUL ! ?

Correio do Povo
Porto Alegre, 17 de Janeiro de 2012

Agora

Notícias > Geral
11/01/2012
Governo afirma que vai recorrer de reajuste nos pedágios da Região Metropolitana
Tarifas nas ERSs 040 e 474 e nas BRs 116 e 290 subirão na sexta-feira


Crédito:
 Carla Ruas / CP Memória
A Secretaria de Infraestrutura e Logística do Rio Grande do Sul já anunciou que a Procuradoria Geral do Estado (PGE) vai recorrer da decisão judicial que concedeu reajuste às tarifas de cinco praças de pedágio da região Metropolitana, a partir de sexta-feira. O titular da pasta, Beto Albuquerque, classificou a decisão de "incoerente" e ressaltou que a liminar não avaliou o mérito da decisão do Estado de manter as tarifas congeladas até a auditoria dos contratos, que vencem em um ano e meio.

As empresas pediam 11% de reajuste, mas Beto disse, ainda em 2011, que aceitar a proposta era “uma decisão no escuro”. O último aumento havia sido concedido em 2009. A intenção do secretário era, antes, contratar uma consultoria, o que está prestes a ocorrer, para concluir até agosto uma avaliação sobre o modelo atual dos contratos de pedágio.

A decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que permite o reajuste, vale a partir de sexta-feira para as praças de Viamão (ERS 040), Santo Antônio da Patrulha (ERS 474), Guaíba (BR 116), Eldorado do Sul e Pantano Grande (BR 290). Para os automóveis, a taxa, hoje de R$ 6, passa para R$ 6,70. Os valores sobem também para R$ 8,40 (veículos com dois eixos), R$ 12,60 (três eixos), R$ 16,80 (quatro eixos), R$ 21 (cinco eixos) e R$ 25,20 (seis eixos).

 CORREIO DO POVO 
* a responsabilidade pelo conteúdo da matéria é do autor. 

Eduino de Mattos

sábado, 14 de janeiro de 2012

PEDÁGIOS - UMA MINA DE OURO NO ASFALTO.



Polan Lacki

Os produtores rurais do Brasil e da América Latina necessitam “abrir os olhos” e adotar algumas medidas muito concretas para deter, e oxalá começar a reverter, a crescente quantidade de intermediários instalados nas cadeiras agroalimentares, alguns necessários, porém outros absolutamente prescindíveis. Esta excessiva intermediação é o principal motivo pelo qual os agricultores necessitam vender cada vez mais sacas de milho e de soja para comprar a mesma quantidade de rações balanceadas ou de outros insumos industrializados. Com o intuito de ilustrar esta afirmação, vejamos quais são alguns dos "passeios" que ocorrem nas mencionadas cadeias e quem são os "sócios" que estão apropriando-se da maior "fatia" das riquezas que os agricultores produzem em suas propriedades:

Primeira etapa - um empresário importa ou fabrica os insumos para a produção agrícola (fertilizantes, herbicidas, inseticidas, etc.); geralmente o faz em um grande centro industrial muito distante dos municípios nos quais estes insumos serão utilizados pelos agricultores;

Segunda etapa - um intermediário do referido centro industrial adquire esses insumos do fabricante, os transporta e os vende aos comerciantes do município no qual residem e produzem os agricultores;

Terceira etapa - esses comerciantes locais os vendem aos produtores rurais, os quais utilizam esses insumos para produzir, entre outros itens, os ingredientes com os quais as indústrias fabricam as rações balanceadas (milho, sorgo, alfafa, soja, girassol, algodão, etc.);

Quarta etapa - outro intermediário desse município rural compra estes ingredientes dos agricultores (sem nenhum valor agregado), os transporta e os vende a uma grande agroindústria, em muitos casos localizada a centenas de quilômetros de distância, que os transforma em rações e concentrados para a alimentação animal;

Quinta etapa - um novo intermediário adquire do fabricante essas rações balanceadas, as transporta de volta - muitas vezes ao mesmo município do qual saíram seus ingredientes - as vende aos comerciantes do município e estes, por sua vez, as vendem aos produtores rurais os quais as utilizam para alimentar suas vacas leiteiras, seus suínos e suas aves;

Sexta etapa - esses agricultores produzem e logo vendem o leite "in natura", os suínos e as aves vivas a um intermediário, quem os transporta e os vende, em muitos casos, a uma distante indústria frigorífica ou láctea;

Sétima etapa - essa indústria os transforma em produtos elaborados (queijos, iogurtes, doce de leite, manteiga, carnes fracionadas e temperadas, linguiças, salsichas, patês, presuntos, bacon, etc.) e os vende aos maioristas dos grandes centros de consumo, que, por sua vez, os revendem aos supermercados e aos armazéns das periferias urbanas; e estes, finalmente, os vendem aos consumidores.

Os agricultores produzem as riquezas, mas... não "colhem" os frutos do seu trabalho

Muitos produtores rurais nem percebem que na maioria das etapas recém descritas ocorre um longo "passeio", dos insumos que adquirem e/ou das colheitas e animais vivos que vendem. E que em cada um desses passeios, intervém os seguintes "sócios" dos agricultores que evidentemente cobram pela execução de seus serviços: o intermediário que financia e realiza a transação comercial, o caminhoneiro que transporta os produtos, o governo que cobra os impostos, a concessionária da rodovia que cobra os pedágios etc. Adicionalmente os agricultores não se dão conta de que quase todas as despesas geradas por esses "passeios" e pelas remunerações dos mencionados "sócios", direta ou indiretamente, são deduzidas/descontadas da renda que poderia e deveria pertencer principalmente aos produtores rurais; entre outras razões porque são eles os que mais trabalham, mais arriscam e, especialmente, porque são eles os verdadeiros geradores dessas riquezas.

O objetivo deste artigo é demonstrar que os produtores rurais não têm motivos insuperáveis/intransponíveis para continuar aceitando, com passividade, fatalismo e resignação, essa injusta distorção. Eles mesmos poderiam reduzi-la e até revertê-la, pelas seguintes razões:

Em primeiro lugar, porque várias dessas despesas automaticamente deixariam de existir se os produtores rurais se organizassem em grupos solidários e executassem, eles mesmos, (em suas propriedades e/ou comunidades) algumas das etapas do agronegócio que atualmente estão sendo executadas pelos agroindustriais e pelos intermediários (nos longínquos centros urbanos ou pólos industriais). Se o fizessem, eliminariam, em grande parte, os "sócios” prescindíveis e os "passeios" desnecessários, e se apropriariam eles, e não os intermediários, de uma fatia mais justa das riquezas que produzem em suas propriedades.

Em segundo lugar, porque para atingir o objetivo de excluir do circuito econômico alguns dos "passeios" e "sócios" anteriormente descritos, os agricultores poderiam adotar algumas medidas simples, porém muito eficazes, como, por exemplo, as seguintes...

...Soluções inteligentes que custam pouco, mas rendem muito

1) Tornar-se muito menos dependentes dos sócios financeiros (bancos e usuários), ao reconverter, diversificar e escalonar a produção para gerar renda ao longo do ano (e não uma ou duas vezes ao ano). Idem ao juntar-se com seus vizinhos para adquirir e utilizar, em forma grupal ou associativa, aqueles equipamentos de mais alto custo, tais como: semeadeiras, colheitadeiras, secadoras e extrusoras de grãos, trituradoras e misturadoras dos ingredientes de suas próprias rações, etc. Porque a reduzida escala de produção da grande maioria dos produtores rurais, economicamente não justifica que cada um deles se endivide excessivamente apenas para ter a satisfação de possuir maquinaria individual para utilizá-la exclusivamente em sua propriedade. Esse individualismo dos agricultores é muito conveniente às grandes empresas que fabricam essa maquinaria e que proporcionam um muito eficaz treinamento aos seus representantes e vendedores para que saibam convencer os agricultores a adquiri-las em forma individual. Porém este individualismo é altamente prejudicial para o bolso dos pequenos agricultores, porque os conduz a um irracional e excessivo endividamento, a pagar juros desnecessários e a manter esta maquinaria em um evidente estado de ociosidade ou subutilização.

2) Eliminar, paulatinamente, alguns dos "passeios" que ocorrem e alguns "sócios" que atuam antes do plantio como por exemplo: os abusivos impostos governamentais que, em muitos casos, os agricultores poderiam deixar de pagar (sem cometer nenhum ato ilícito), os lucros dos intermediários, os fretes, os pedágios e em muitos casos as "mordidas" dos fiscais e policiais rodoviários. Poderiam eliminá-los fazendo algo tão elementar e sensato como o seguinte:

a) em vez de vender os ingredientes das rações balanceadas que produzem nas suas propriedades, ao primeiro intermediário (soja, milho, sorgo, alfafa, girassol, etc.), o qual posteriormente os transporta a um longínquo centro industrial para serem transformados em rações industrializadas, os agricultores organizados em grupos solidários poderiam preparar estas rações em suas propriedades e/ou comunidades. Com tal propósito, cada grupo solidário poderia adquirir e utilizar em conjunto um triturador para esses ingredientes, uma balança e uma misturadora. Depois de adotar esta primeira etapa de experiência associativa bem sucedida e de fortalecer a confiança entre seus membros, o grupo poderia adquirir uma máquina extrusora de grãos para eliminar os fatores anti-nutricionais que estão presentes em alguns dos ingredientes com os quais se fabricam as rações (grãos de soja, sorgo e algodão) e, posteriormente, inclusive preparar seu próprio núcleo ou premix. E, depois de concluída a preparação dessas rações caseiras ou "auto-produzidas", sem ter efetuado as longas, caras e desnecessárias viagens (uma de ida para transportar os ingredientes e outra de volta para transportar as rações já industrializadas) e sem pagar nenhum intermediário, nenhum frete, nenhum pedágio e nenhum imposto aos governos, adotar a medida inteligente de……

b) …… ”vender” essas rações diretamente às suas vacas leiteiras, aos seus suínos, às suas cabras, às suas ovelhas e às suas aves.

Ao adotar as medidas sugeridas nos itens a e b recém descritas, as riquezas que os produtores rurais geram nas suas propriedades seriam retidas/apropriadas pelos próprios agricultores e não por quem faz a intermediação, cobra os impostos, os fretes e os pedágios. Adicionalmente, estas riquezas circulariam, principalmente, dentro das comunidades e municípios rurais, gerando investimentos e empregos em beneficio da população rural. É necessário advertir os produtores rurais de que esses longos e caros "passeios", de ida e de volta, são incoerências que eles não devem continuar cometendo nem aceitando. Especialmente, se considerarmos que o componente alimentação corresponde a 50% do custo de produção leiteira e até por 80% do custo da produção de aves e de suínos. Este incremento irracional e desnecessário no custo das rações (e consequentemente no custo de produção de leite, suínos, aves e ovos) é o principal responsável pela crescente falta de rentabilidade dos produtores rurais que se dedicam à essas três atividades. Essa distorção poderia e deveria ser imediatamente corrigida pelos próprios produtores, com a condição de que fossem devidamente orientados por um extensionista competente.

3) Depois da colheita as próprias famílias rurais poderiam agregar valor aos seus produtos agrícolas e pecuários. Em vez de delegar a execução completa das etapas mais rentáveis do agronegócio (processamento e comercialização) aos agroindustriais, intermediários e redes de supermercados, os agricultores poderiam executar algumas delas e obter melhores preços no momento de comercializar seus produtos. Medidas tão elementares como, por exemplo, lavar, classificar, fracionar e embalar as frutas e hortaliças, as raízes, os tubérculos e os grãos, ou produzir queijos, frutas secas, marmeladas, doce de leite, queijos artesanais, linguiças, presuntos e outros embutidos.

Além das três medidas recém propostas, muitíssimas outras soluções estão amplamente descritas nos textos gratuitos, disponíveis nas páginas web www.PolanLacki.com.br e www.PolanLacki.com.br/agrobr . Não as descrevo para não alongar excessivamente este texto.

Uma medida cada vez mais imprescindível: produzir mais e melhor com menos recursos

As vantagens da adoção das três medidas recém propostas, anteriores à semeadura e posteriores à colheita, são evidentes. No entanto, elas não terão toda a eficácia desejada e possível se, na etapa de produção propriamente dita os agricultores continuarem colhendo 800 quilos de feijão, 2.300 quilos de trigo e 3.500 ou 4.000 quilos de milho por hectare, se suas matrizes continuarem desmamando 12 ou 15 leitões ao ano e se cada uma de suas vacas continuar requerendo um hectare de terra para produzir 4 litros de leite ao dia e parir um bezerro a cada 18 ou 20 meses (estas são as médias da maioria dos nossos produtores rurais). Adotando o princípio da “gradualidade” na introdução de tecnologias estes rendimentos agrícolas e indicadores zootécnicos poderiam ser duplicados, triplicados e, em certos casos, até quadruplicados ou quintuplicados, tal como já fizeram e continuam fazendo muitos produtores rurais eficientes do Brasil e da América Latina. Não podemos subestimar a realidade concreta de que a grande maioria dos nossos produtores rurais possui pouca terra, poucos animais, pouca maquinaria e escassos recursos financeiros para adquiri-los em maior quantidade. É devido a estas restrições que os agricultores e pecuaristas estão sendo "obrigados" a produzir mais e melhor com menos recursos, incorporando tecnologias para aumentar a produtividade e o rendimento de todos os fatores de produção disponíveis em suas propriedades (mão de obra, terra, animais, maquinaria, etc.).

E para encerrar, se este artigo não lhe agradou, peço desculpas. Entretanto, se lhe agradou, solicito a gentileza e generosidade de difundi-lo amplamente; com a finalidade de que muitas outras pessoas também possam lê-lo. Críticas ao conteúdo do artigo serão bem-vindas através do e-mail
 PolanLacki@terra.com.br

JORNAL DIA A DIA 13 de Janeiro 2012.

*a responsabilidade pelo conteúdo desta matéria é do autor.

Eduino de Mattos. 

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

PEDÁGIOS : UMA MINA DE OURO NO ASFALTO.


                                             # Matéria RBS 29 de Dezembro 2011

* o Ex. Ministro da Justiça e Governador do Estado do Rio Grande do Sul,Tarso Genro, com Certeza Terá o Apoio Integral da População Nesta "reação/Revisão" das Concessões sobre as Praças de Pedágios no RS, e seus "Contratos" de Caráter nocivo e Predatório, com esta Diretriz Correta do Governo Acabará Com a "achacação" em nossas estradas em cima dos Proprietários de Veículos, Que desta Forma ONERA TODOS OS SETORES DA ECONOMIA, Através do Repasse dos Valores Cobrados Pelas Praças de Pedágios, que é Embutido no Preço do produto Final e Atinge Direta-mente o Bolso do Consumidor.      

* Matéria Internacional Atual, Sobre Pedágios.
Primeira via expressa da China será gratuita a partir de 2012
  2011-12-29
A primeira via expressa da China, construída em 1984 em Shanghai, operará gratuitamente a partir de 1º de janeiro de 2012, anunciou na quinta-feira o governo municipal.
A Comissão Municipal de Construção e Comunicações Urbanas e Rurais indicou que a via de 18 quilômetros que liga o centro de Shanghai ao distrito de Jiading, nos subúrbios da cidade, terá seus postos de pedágio desmantelados.
As altas taxas cobradas nas vias expressas têm sido criticadas pela população nos últimos anos. Segundo a opinião pública, uma vez que os investidores recuperarem seus investimentos e gastos de manutenção, as vias expressas devem ser isentas de pedágio.
A comissão de Shanghai não revelou quando o investimento de 230 milhões de yuans (US$ 36 milhões) na construção da via Shanghai-Jiading foi recuperado. A isenção de pedágio é considerada a resposta do governo municipal a uma circular conjunta emitida por cinco ministérios em junho para avaliar a arrecadação dos pedágios.
A comissão de Shanghai disse na quinta-feira que além da via expressa Shanghai-Jiading, todas as outras autoestradas de Shanghai terão seus pedágios reduzidos à metade a partir de 1º de janeiro de 2012. Antes disso, outras grandes cidades chinesas, incluindo Beijing e Nanjing, diminuíram as taxas de pedágio em algumas vias expressas. A via expressa do Aeroporto de Beijing, por exemplo, reduziu a taxa pela metade em julho, passando a cobrar 5 yuans por carro. Embora algumas pessoas considerem que a redução das taxas agravará os congestionamentos, a população espera a eliminação dos pedágios em mais estradas.
por Xinhua
CRI Online – China Rádio International - Beijing

* o teor do conteúdo das matérias são de responsabilidade de seus autores.

post:  Eduino de Mattos

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

MEIO AMBIENTE: POLUIÇÃO GENERALIZADA DA ÁGUA DO RIO GUAIBA-PORTO ALEGRE/RS


REGIÃO DO CRISTAL PORTO ALEGRE/RS

      MORATÓRIA URBANA E AMBIENTAL !

*ingerência do estado: na sustentabilidade ambiental e na qualidade de vida da população.

- A Qualidade de Vida da população é um Direito Público Inalienável.

O despejo in-natura de esgôto cloacal (citando somente três pontos) no rio Guaíba através dos arroios cavalhada, arroio sanga da morte, e o despejo entre os clubes de velas Iate clube Guaíba e veleiros do sul, hoje existe um enorme “conflito urbano” especulação imobiliária, etc. em toda esta região, por moradia, empreendimentos comerciais, condomínios multi-familiares, Shopings Centers, previsão melhorias/construções de vias de trânsito de veículos, obras do Pisa, ...

# A POLUIÇÃO QUE NINGUÉM VÊ POR QUE NINGUÉM MOSTRA! 

(a vista da região a partir da orla do rio Guaíba é desoladora/tétrica/Pavorosa,...é uma situação criminosa)

#considerando que: 
este GIGANTESCO DEPEJO IN-NATURA concentrado neste local não será resolvido a médio prazo pelo PISA (projeto integrado sócio ambiental) 2020,...este caso é um crime ambiental público ao nosso recurso Hídrico vital, (rio guaiba) pois é deste rio que retiramos ÁGUA PARA O ABASTECIMENTO HUMANO DO MUNICIPIO, (área urbana e rural) neste caso citado é imperioso a aplicação de uma  MORATÓRIA PÚBLICA URBANA E AMBIENTAL com prazo indeterminado, até que esta situação seja “equilibrada ambientalmente”, ou enquanto perdurar este “desleixo público” consentido.

# Moratória: Órgãos do governo pode declarar moratória para uma ampla gama de razões. Por exemplo, um governo local pode tentar regular o desenvolvimento de propriedade, impondo uma moratória sobre a emissão de licenças de construção. A legalidade de tal moratória é geralmente determinada através da medição do seu impacto sobre as partes afetadas.


                                                                             









A TORRE DE PISA






Eduino de Mattos 
Conselheiro do COMITÊ LAGO GUAIBA,                                             
Grupo grupo II-Representante da População.      

sábado, 19 de novembro de 2011

REFLEXÃO.


Ao viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos e em paz nos seus mantos cor de açafrão.


Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam.
Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, todos comiam vorazmente. Aquilo me fez refletir: "Qual dos dois modelos produz felicidade?"

Estamos construindo super-homens e super mulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados.

Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias!
Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito.
Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: "Como estava o defunto?". "Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!"

A publicidade não consegue vender felicidade, então passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: "Se tomar este refrigerante, vestir este tênis, usar esta camisa, comprar este carro,você chega lá!"

O grande desafio é começar a ver o quanto é bom ser livre de todo o condicionamento . 

Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, constrói-se um shopping-center. É curioso: a maioria dos shoppings-centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingo. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas....

Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista.
Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas.
Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Deve-se passar cheque pré-datado,pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno... Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do Mc Donald...

Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: "Estou apenas fazendo um passeio socrático". Diante de seus olhares espantados, explico: "Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. 
Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia:"Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz !"

                                                                                FREI BETTO


publicação: Eduino de Mattos

sábado, 27 de agosto de 2011

BRASIL : REFORMA POLÍTICA JÁ !


A QUEM INTERESSA A ATUAL POLÍTICA PARTIDÁRIA/ELEITORAL DISTORCIDA VIGENTE NO BRASIL ?

A DESPROPORCIONALIDADE ENTRE AS REGIÕES DO BRASIL NO MOMENTO DE ELEGER OS DEPUTADOS FEDERAIS, QUEM SÃO OS BENEFICIADOS ?

A CONSTITUIÇÃO FEDERAL DO BRASIL DE 1988 REFERENDOU A POLÍTICA ELEITORAL IMPLANTADA PELA DITADURA MILITAR.

*ART. 14  DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.  
 "O VOTO É IGUAL PARA TODOS", ...?

 (EX. se um deputado federal do Estado de São Paulo necessita de 500 mil votos para se eleger, enquanto que um deputado no estado de Roraima pode se eleger com 50 mil votos)

PARABÉNS !
DEPUTADO RAUL PONT
Estamos Juntos Nesta Luta.

                                                                                                                                                                 
Eduino de Mattos
* a responsabilidade pelo conteúdo da matéria é do autor. 

domingo, 21 de agosto de 2011

PEDÁGIOS: UMA MINA DE OURO NO ASFALTO II - LUCRO SEM PARAR !


PEDÁGIOS

LUCRO SEM PARAR !
no brasil a melhor aplicação financeira está próximo de 12% de rentabilidade, de acôrdo com a matéria os pedágios chegam a ter rentabilidade de 17,8%, um lucro extorsivo desta natureza além de proporcionar concentração de riqueza é um alavancador inflacionário, pois estes valores cobrados com certeza são aplicados no custo final dos produtos/mercadoria transportados via rodoviária, e quem paga esta conta é o consumidor, a população, que paga a conta mesmo sem ter carro.
Eduino de Mattos.


matéria da revista ISTO É de 15 de junho 2011. 
# a responsabilidade do conteúdo da matéria em pauta é do autor.

domingo, 15 de maio de 2011

VILA CHOCOLATÃO - UMA ALTERNATIVA DE SOBREVIVÊNCIA DE PESSOAS E FAMILIAS EM HABITAÇÕES E CONDIÇÕES SUB-HUMANAS.

VILA CHOCOLATÃO - remoção iniciada em 12 de Maio de 2011, Localização; Av. Loureiro da Silva, Cidade Baixa, Porto Alegre RS Brasil, (situada no "miolo do quarteirão" projetado para sediar os órgãos da união federal, área determinada "comum" ao projeto global.) uma área de aterro, alagadiça total-mente insalubre que foi ocupada a mais de vinte anos por pessoas e famílias que não tinham onde morar, a vila sofreu dois incêndios graves, vários alagamentos, entre outras peripécias,...



SEM COMENTÁRIOS.
* Nunca Concordarei com a Omissão do Estado Brasileiro, pois a Cidadania Começa Pela Moradia !


"imagens valem por mil palavras"

















Eduino de Mattos.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

ENERGIA NUCLEAR-TIRE SUAS DÚVIDAS E ADQUIRA MAIS CONHECIMENTO SOBRE ESTE IMPORTANTE E POLÊMICO TEMA.



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Postado por Eduino de Mattos
(Técnico em Eletrônica/Telecomunicações,...)